Quando menos se esperava o vento encontra-se de braços cruzados encostado em um muro de cerca - viva, rodando em volta de si mesmo, procurando o que não passou por ali, e não vendo o que já ali estava há tempos.
E alguém diz: “É assim a solidão.”
Do liso rosto do vento escorre folhas caídas da árvore que está acima de sua cabeça, ele não a tinha visto, tão pouco percebera a existência de algo mais além de sua própria frustração, o horror e culpa de algo que nem tentou fazer, e alguém diz: “Suba na árvore.”
E o vento então deu uma olhadela disfarçada para cima e viu um passarinho verde, e pensou: “Será que é isso que chamam de alegria?”
Então começou a rodopiar em volta da árvore (e o passarinho tonto de tanto vento em seus ouvidos), ela estava sorridente soltando folhas para cá, folhas para lá. O passarinho verde vendo nos olhos fechados da árvore a alegria instantânea aflorando pensou que o vento quisesse isso também. Começou então a bater desorietadamente suas asas em volta das voltas do vento quando a árvore soltava folhas pelo rosto do vento, ele querendo mil beijos da árvore, a árvore a brincar, e o passarinho achando que estava sendo abraçado pelo melhor do mundo. E isso se fez durante uma infinidade do tempo.
Quando estavam no ápice da felicidade veio um “homem” e sua motosserra afiada e nervosa derrubando tudo pela frente com pretensão, o vento ao se tocar do que ali estava acontecendo rapidamente ficou vermelho de terra rodopiante em volta de tudo. O pássaro já não conseguia ver a árvore ferida pela maldosa lâmina do mal do homem. Qual seria o melhor fim para isso?
-SE O HOMEM NÃO TIVESSE TAIS SENTIMENTOS DESORDEIROS NÃO SESSARIA OS VENTOS ALHEIOS!-
Akiw’ 05:43 16/Nov/2011
Posted on November/16/2011

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