terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mesmo sem asas

Mesmo sem asas 


Presa na fome do silêncio. Dedos estourados, queimados, ardidos, como a alma de quem está onde não deveria estar.
Que força é essa que não deixa que eu saia de onde estou?
Que força é essa que me trouxe até aqui sem motivos concretos, só desculpas soltas.. FUGIR…
Ao toque de uma balada gótica, contínua. 
Saindo às presas do casulo seco.
Procurando a entrada de volta. Pois percebo que esquecidas ficaram minhas asas lá dentro..
Pensando nisso me sinto o menor dos insetos, mas porque as borboletas voam kms e kms e eu não conseguiria ir pouco mais que um estado…? 
Mesmo sob raios quentes e chuvas frias.  Assim vou, correr, pular…
Dançar sem passos, voar sem ter asas, cuspir para os lados, firmar o olhar até CHEGAR .
Akiw’
 

Posted on November/16/2011

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