sexta-feira, 22 de julho de 2011

Em legítima defesa

Escrevendo um dia após o outro, em um desses travei, não escrevi mais, comecei a pensar sobre o que escrever, foi meu erro, pensar em que escrever! 
Mas prossegui rabiscando nesse último dia umas coisas sem sentido nem lugar, sem título nem esperança, até que mais a noite em meio a vontade de um cigarro me aparece alguém no pensamento( Suellen de Miranda ) e começando a conversar com esta pessoinha encantadora me desabafei sobre isso, mostrei a ela meu desastre intimo, sem perceber que o fazia elogiou meu escrito e simplesmente me levantou o moral  com um elogio: "Que lindo!" e depois de ler, o pouco que consegui sem forças já, perguntou-me se poderia complementar, fabulosamente ao ler o que acabava de sair do forno da mente de uma criatura que eu não pensava que me faria tão bem, me felicitei, exaltei e me surpreendi ainda mais quando li o resultante, estou grata a ti querida Su.
Então em honra a essa que me "completou":  

Em legítima defesa


Um medo vai até a espinha. 
De desfazer seu rosto em nuvens de poeira.
Da vela acompanhando o devaneio.
De nunca tê-la visto.
Um dedo atravessa o espelho.
Então volto...envolta em dúvida,
Revoltada com a própria volta.

O medo que revolta e a revolta que amedronta.
Volto por mim, mesmo que não.
Volto para dentro de mim, por trás do espelho, do que era real.
Ah... pudera esvair em névoa o que sou de mim.
Assim se meu frágil corpo o atravessar.
Pudera morrer aparte do que eu nunca vivi.


-Por Akiw & Suelen de Miranda-

4 de Maio de 2011

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